terça-feira, 23 de abril de 2013

eu não escrevo sempre que penso em você, ou sempre que tenho saudade. escrevo quando a lembrança começa a me irritar, não é nada bonitinho.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Que você sinta vontade de precisar de mim. Mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Meu.


É mais que amor. É a liberdade de andar de meia e pijama pela casa e saber que você não vai sair pela porta procurando alguém mais bonita. É saber que posso ficar doente, chata e insuportável como sempre fico, e você vai ficar aqui ao meu lado, mesmo que para aguentar minhas patadas e minhas crises. É saber que você não precisa nem nunca precisou de nenhuma declaração para me amar. Então, não é amor. Não é eu-amo-você. É só você. Qualquer coisa. Não amor. Não só amor.
É simplesmente mais que amor. Muito mais.
Brigar pode ter virado rotina, mas dentro de mim, bem no fundo acredito na felicidade.
Na nossa casa, nos nossos filhos, em cada sorriso que você vai fazer nascer em mim. Te amar não é mais um obrigação e nem precisa mais ser escondido. Eu te Amo e te quero sempre comigo.
Meu fedido mais chato do mundo. Minha Vida, Meu amor, Meu Alan ♥

Eu ou Ela?

Ela acorda todo dia às 7:20h. A música que a desperta toda manhã fala algo sobre um final feliz, talvez, aquele que ela sempre sonhou. Lava o rosto, escova os dentes e, nunca faz o café. Escolhe vagarosa, delicadamente e sempre atrasada a roupa para o dia. Troca. De novo e de novo. Pronto.
Olha no espelho, retoca a maquiagem, confere o penteado e como se tivesse todo o tempo do mundo abre a porta e seu perfume deixa o rastro por onde passa. Ah sim, é doce. Doce, mas não enjoativo. Doce, de tão irresistível. Doce, especialmente inesquecível, digamos que floral também.
De normal, apenas o mundo passando ao seu redor. Pessoas, carros, bicicletas, pássaros, folhas secas, quem se importa?
Quem não prestasse atenção, poderia facilmente deixar passar despercebido toda a sutil anormalidade que ela carrega. De tão diferente é comum. De tão indiscreto é imperceptível. De tão estranho é encantador.
Seus jeitos, caras, gestos, cada pequeno, insignificante e imprescindível detalhe. Segurando uma caneta, falando ao telefone ou rindo por nada
. Ansiosa e instável. Calma e Nervosa. O tudo e o nada, o cheio e o vazio, jamais pela metade.
Mas, por trás daqueles pequenos e por vezes tristes olhos que refletem o sol e tornam difícil saber quem está brilhando mais, há algo que a incomoda, na verdade não há deixa em paz. Um ponto de interrogação a persegue onde quer que vá, o que quer que faça, com quem quer que esteja, manchando e ofuscando a obra-prima do sorriso que se pinta em sua face quando externa um momento, do mais simples ao mais excitante, de felicidade.
Pontos finais são tristes. Sufocantes, angustiantes. Argumentos sem sentidos podem agredir e muitas vezes entediarem, mas não há nada tão perturbador quanto uma maldita interrogação. (?)
Muitas perguntas, dúvidas, questões. Nenhuma resposta, explicação ou razão. É uma corrida contra si mesma, sem perspectiva de chegada ou sequer expectativa de um primeiro lugar. A atitude, coragem e liberdade entram em meio um turbilhão de interrogativas desgastadas. A alma cansa, o coração reflete.
Eu conheço sua força, sua fraqueza, sua ira, seu amor. E, eu sei, ela será amada.