segunda-feira, 13 de julho de 2015

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E talvez o nome disso não seja mais SAUDADES, 
e sim, DISTÂNCIA.

Cidades de Papel

A verdade é que vivemos em uma cidade de papel, com pessoas de papel.
Casas grandes com pessoas pequenas. Pessoas vazias. Confesse que você gostaria de ser como Margô, daria sua vida para ter a vida de Margô! Mas você nunca será como Margô, nunca terá a mesma coragem, e nem mesmo se sente seguro para isso. Cansei de ser alguém de papel, não sou frágil tal qual, sou muito mais que isso, claro que não sou como Margô, mas como mencionei anteriormente, eu faria qualquer coisa para ser como ela. Gostaria de ter amigos, não os amigos de Margô, mas, to cansada de me sentir sozinha, cansada de todo esse silêncio, esse vazio! Queria que por um segundo, tudo se transformasse e um sorriso surgisse em meu rosto, um sorriso sincero, puro e gostoso. Ta faltando amor e sobrando saudades por aqui. Há muita lembrança e pouca novas histórias. A verdade é que eu nunca serei Margô, pois está muito longe da minha realidade.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Domingo 28 de junho de 2015

A muito tempo eu estava pensando em como eu poderia acabar com todo esse sofrimento, solidão, tristeza, angustia, falta de carinho, falta de amor, falta de esperança, ódio, atenção, companhia, e vários sentimentos que habitam o meu coração, o meu corpo. A muito tempo eu queria apenas fechar os olhos, e por um segundo não pertencer mais a esse mundo, mas infelizmente, fiz tudo errado e acabei acordando para esse pesadelo. Vou tentar explicar um pouco do que passou em minha cabeça nessa noite, por mais que algumas pessoas chamem isso de infantilidade, acredite, isso é doença. Doença mental, Doença que faz enlouquecer e agir como um idiota! Enfim, lá estava eu, em um sábado qualquer. Um sábado entediante, como todos os outros sempre foram.. Até que, resolvi convidar os meus amigos, quer dizer, os meus colegas.. (Pois só devemos chamar de amigos, os que realmente se fazem presente, que estão aqui para todas as horas e todas aquelas coisas que só amigos de verdades sabem quando são amigos de verdade!) para sair, fazer algo legal, ou qualquer coisas que não fosse ficar mofando em casa sozinha!
Mas não fui feliz no convite, e o que eu ouvi foi apenas:
- Thaís, se você não é uma boa companhia para si mesma, nunca será uma boa companhia para ninguém!
- Thaís, você deveria assistir televisão, filmes, séries, isso lhe passaria o tempo.
- Thaís, para de ser mimada, namorar não é tudo na vida, você ainda é nova tem muita vida pela frente. Vai achar o que fazer. 
-Thaís, você deveria fazer assim como eu e fulano, que passamos o tempo assistindo. 
- Thaís, Thaís, Thaís, Thaís, Thaís......
Sim, isso pode parecer a coisa mais normal do mundo para quem lê, mas não para quem está sentindo toda essa indiferença, essa falta de atenção, falta de companheirismo! Foi ai então em que eu resolvi, acabar com toda essa palhaçada. Colocar meu mundo no mudo e nunca mais ouvir nenhum ruído se quer. Fui atrás de comprimidos que pudessem parar com toda a dor e desespero que eu sentia no meu peito. Várias lágrimas caiam pelo meu rosto e chegavam em minha boca, como se quisessem ser engolidas com toda aquela dor. Então, eu comecei a engolir todos aqueles comprimidos, um a um, e a cada lágrima que descia, eu ia pensando em todos os meus problemas, em todos os meus dias, pensando na minha vida passando e eu errando cada minuto. E fui engolindo um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze e assim ia indo... Até que, senti um gosto amargo em minha boca, e me deu uma vontade de vomitar, vomitar todo aquele ódio que eu estava sentindo de mim, dos meus erros, e do que eu tinha acabado de fazer. Então eu resolvi descontar isso em meus braços. A cada mordida, lágrimas fugiam dos meus olhos desesperadamente, mas infelizmente eu sentia mais vontade de morder, morder, morder! E no meio de toda essa loucura, eu entrei em um sono profundo.
E que nesse momento eu estava chamando de sono eterno.
Dormi por 18 horas seguidas, sem nenhum movimento, apenas respiração e coração batendo como se tivessem o dever de me manterem viva. Já estava no hospital, com uma mangueira enorme no meu nariz que ia até o estomago, já tinha vomitado litros de sangue, e meu coração já estava sendo monitorado, para que não parasse, nem por um segundo.
Então, passada as 18 horas, eu infelizmente acordei.
Abri os olhos e vi minha mãe, segurando a minha mão com esperanças nos olhos. Esperança de que eu ia acordar e que ela ia me trazer de volta pra casa, e ia me trazer viva!